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  • Revista Alagoana

Resenha: Saga Millennium



Texto de Gabriely Castelo



Eu sempre fui fã da saga Millennium, na verdade creio que é uma das poucas sagas que acompanhei, tanto na literatura, quanto no cinema. As três primeiras obras de Stieg Larsson são empolgantes, excitantes, criativas, nada como eu tenha visto antes, Lisbeth sem dúvidas é uma das maiores heroínas, tanto da literatura quanto do cinema.


Se você chegou até aqui, você deve conhecer a trilogia ou pelo menos assistiu 'Os Homens Que não Amavam as Mulheres' de David Fincher, estrelado por grandes nomes como Rooney Mara e Daniel Craig, é a adaptação hollywoodiana de um dos livros da trilogia do escritor sueco. Existe também a adaptação da trilogia completa sueca estrelada pela grande Noomi Rapace, que também tem suas qualidades.


Para você que não conhece a trilogia, vou dar um breve resumo, as obras narram especificamente sobre a vida da hacker Lisbeth Salander, uma jovem esquisita com memória fotográfica e talentos matemáticos inigualáveis, e Mikael Blomkvist, um jornalista investigativo da revista fictícia Millnenium.


No primeiro livro acompanhamos Mikael e Lisbeth desmascarar um núcleo familiar nazista lindamente, a obra tem início, meio e fim, se você ler só o primeiro livro da trilogia você percebe que é uma história bem fechadinha, com meio, início e fim, se não tiver vontade de ler o próximo livro não há necessidade.

O problema para mim foi que eu queria mais Lisbeth, mais Mikael, não consegui deixar de acompanhar os personagens de Stieg Larsson. No segundo volume, vemos mais ainda o desenrolar da nossa heroína. Em “A Menina que Brincava com Fogo” conhecemos a origem do personagem, na minha opinião, o melhor livro da trilogia disparadamente, ele te deixa sem fôlego a todo instante. Isso tudo porque a nossa protagonista, a garota com a tatuagem de dragão está sendo acusada de assassinato. 3 assassinatos, e o país inteiro está a sua procura. O jornalista, Blomkvist, se recusa a acreditar na culpa de sua amiga e faz de tudo para provar sua inocência.

Diferente do primeiro livro, o segundo tem um gancho para o terceiro, “A Rainha do Castelo de Ar”, dos três acho que esse foi o que menos gostei, apesar de ainda ter gostado muito. O livro começa exatamente onde o segundo parou, onde a saga de provar a inocência de Salander continua, o que não me incomoda nem um pouco, já alguns outros leitores, acreditam que poderia ter sido um livro só.


Tentei ler a continuação por David Lagercrantz. Para entender como a continuação foi parar nas mãos desse jornalista, acho curioso contar um pouco sobre os direitos da obra, que particularmente me enfurece um pouco. A família do falecido Stieg Larsson e sua ex-companheira brigaram pelos direitos da trilogia Millenium e sua possível continuação.


Acontece que Larsson e sua companheira Eva Gabrielson, com quem mantinha um relacionamento de 32 anos, porém nunca haviam se casado, pois o escritor era jornalista e investigava grupos antifascistas, tinha medo disso afetar a parceira. Sendo assim, todo o lucro da trilogia publicada e sucesso feito postumamente foi destinado a família do autor, pois ele morreu sem fazer um testamento.


Segundo a companheira do escritor "Estaria além dos maiores pesadelos de Stieg saber que alguém além de mim estava controlando os direitos de seus livros”.


Agora vamos ao que importa, a adaptação de David Lagercrantz. Gente, ele tentou mas nunca vai rolar, vamos deixar Lisbeth descansar em paz com Stieg. Óbvio que os EUA tinham que estar envolvidos, senão qual a graça?


Nesse livro, que devo dizer só li até a metade, a personagem nem parece mais a mesma personagem e sim um agente 007, Lisbeth de repente é tudo, faz tudo, consegue tudo, apesar da falta de apoio. Tá gente, eu sei que ela era um gênio, mas Stieg Larsson nunca faria isso. E eu nem começo a falar do filme, simplesmente ridículo, nunca deveria ter sido feito, Claire Foy, eu não te culpo, você tentou ser uma boa Lisbeth, mas não rolou. E encerro essa resenha por aqui.



Stieg Larsson, obrigada por tudo, desculpe o que estão fazendo com a saga, eu prometo que não vou ler mais nada.


Ah, e a melhor Lisbeth Salander é a Rooney Mara. (opinião pode causar polêmica ou não).





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